Ah,
que falarei eu da noite que se passou??? Boa, salutar, divertida? Hummm, tem
coisas que são indizíveis assim como a sensação de ver o vuelo de araras num
céu azul de uma Palmas que acabara de acordar ainda desconhecida pour moi. Pois
bem, Medéia precisou de apenas um dia para matar todos seus filhos que tivera
com Jasão e eu, não tão imponente quanto ela, precisei de uma noite e uma manhã
para matar algumas dúvidas que insistiam em permear minha cabeça voada de pés
no chão (embora neste momento esteja em estado de suspensão).
Uma
escolha que se faz, centenas de portas que se abrem, amigos que se tornam mais
que irmãos... <3 estou contente com Palmas, penso que agora esteja em paz,
uma “paz” perturbadora que me faz ter a certeza que vou voltar, pois “tudo está
em calma e tem a idade do céu” já cantava o Moska numa música de dias atrás.
Sem
dúvida foi uma noite de peregrinação com direito a rock bebê e uma intensa busca pelo encontrar-se! No “Taberna” com
Carlos, meu colega pop; Kássio que estava numa euforia etária; Rosa, minha irmã
de cachos; Inajara, a louca alternativa que me gusta mucho e Karla, a dançarina
minimalista. Em seguida foi a vez do “Trupe” com a nostálgica galerinha de
Portugal: Helena, nossa embaixatriz; Gabi, meu buxo querido; Anna e Laurie que
sempre me pegam na contra-mão, elas chegando e eu partindo. Pra alumiar as
ideias uma “Lanterna” caiu bem e lá tive encontros bem da comunicação e com
tequilas e a dança do limão siempre jajajjajajaja Geraldo, Matheus, Du, João,
Gustavo... todos pra caverna com altos papos filosóficos tendo como tema a
verdadeira cidade, na minha ótica, maravilhosa, a musa dos meus delírios e “a
minha insônia preferida”.
Brasília
se prepara, pois quero voar com tuas asas para o inesperado, o outro, para o é
da coisa...
Saudades?
Sem dúvida sentirei, mas o que me faz acordar, estar vivo é este constante incômodo
de querer mais e menos, esta necessidade de mudar, mudar, crescer, evoluir,
cair em colapso, ter crises existenciais ... é tão simples e concomitantemente
complexo ver o riso dos olhos refletidos na água e não se emocionar, ver o luxo
e o lixo ali lado a lado, a cicatriz que marca a pele, a rolha do vinho que
outro dia secou numa tarde 28 no campus à esquerda dos nossos desejos. E o que
dizer do poema de Quintana dialogando com a introspecção de Lispector e a
audácia de Wilde num compartilhamento de fumaça ao som de não sei o que ao
fundo?
Brindemos!!!

